Preparações para 250º aniversário dos EUA 'refletem seu declínio' e divisões políticas, diz mídia
07:53 09.06.2026 (atualizado: 10:01 09.06.2026)

© AP Photo / Eric Gay
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Segundo a mídia asiática, as comemorações dos 250 anos dos EUA vão revelar um país politicamente dividido, longe da grandeza que outrora simbolizava. O artigo argumenta que a forma como uma nação comemora seus marcos históricos reflete profundamente seu caráter e o estado de sua sociedade.
O South China Morning Post fez um breve comparativo sobre o "estado de coisas" nos EUA por ocasião de suas celebrações centenárias. Segundo o texto da mídia asiática, na celebração de seu 150º aniversário na Filadélfia, os EUA tiveram um evento marcado pela instalação de uma réplica colossal e iluminada do Sino da Liberdade e por uma grande exposição internacional.
Da mesma forma, o artigo destaca como, ao atingir seu 200º aniversário, uma sociedade norte-americana profundamente abalada pela Guerra do Vietnã, pelo escândalo de Watergate e por vários assassinatos políticos conseguiu encontrar em seu bicentenário um momento de genuína catarse coletiva. Essa comemoração, com um milhão de pessoas no National Mall em Washington, D.C., e navios solenes em Nova York, demonstrou que a nação ainda era capaz de manter sua dignidade.
Em contraste com o passado, o artigo destaca que os preparativos para o próximo 250º aniversário refletem uma grave divisão política. O evento principal, originalmente concebido como uma grande exposição mundial em Washington, sofreu um grande revés quando mais da metade dos artistas convidados decidiu se retirar, alegando terem sido enganados sobre a verdadeira natureza da celebração.
O jornal observa que, em resposta a esse cancelamento em massa de artistas, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nas redes sociais que ele próprio lideraria a cerimônia de abertura, além de outras comemorações oficiais incomuns já programadas, como lutas de artes marciais mistas em arenas erguidas no gramado sul da Casa Branca.
Diante desse cenário, a mídia afirma que essas celebrações mal-recebidas, institucionalmente frágeis e fortemente partidárias, são um claro indicador do atual estado de poder dos EUA.
Nesse sentido, o jornal argumenta que, embora o declínio geopolítico seja difícil de mensurar em tempo real e as repúblicas raramente anunciem seus pontos de virada, é evidente que esses eventos refletem o declínio dos EUA.
Para piorar a situação, os dados econômicos são convincentes: a participação dos EUA no produto interno bruto (PIB) global caiu de mais de um terço em 1970 para aproximadamente 25% atualmente, conclui a publicação.


