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Investimento japonês nos EUA expõe risco à produtividade doméstica, alerta executivo
Investimento japonês nos EUA expõe risco à produtividade doméstica, alerta executivo
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Um experiente executivo japonês alertou que Tóquio não pode sustentar indefinidamente os US$ 550 bilhões prometidos para infraestrutura nos EUA, enquanto a... 17.06.2026, Sputnik Brasil
2026-06-17T05:42-0300
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O presidente do think tank Japan Productivity Center, Yoshimitsu Kobayashi, alertou à mídia britânica para o ritmo crescente dos investimentos japoneses nos Estados Unidos, classificando-os como potencialmente "infinitos", em um momento em que a produtividade doméstica segue em queda.A crítica surge enquanto empresas japonesas ampliam sua presença no mercado norte-americano, apesar da estagnação interna.Em entrevista a um jornal europeu especializado em economia, o executivo afirmou que o país "não teve escolha" diante das ameaças de Washington, mas reconheceu que o fundo também atende ao interesse das empresas japonesas em expandir operações nos EUA, como demonstrado pela compra da US Steel pela Nippon Steel por US$ 15 bilhões (mais de R$ 75,6 bilhões).Kobayashi tornou-se uma das primeiras figuras de destaque a questionar publicamente a viabilidade do fundo e seus impactos sobre o investimento interno, tema central para o governo japonês. A administração da primeira-ministra Sanae Takaichi estabeleceu a meta de elevar a produtividade do trabalho em 15% em cinco anos, mas enfrenta um cenário de baixa renovação econômica desde a crise de 2008.O fundo, operado pelo Banco Japonês para Cooperação Internacional e por bancos privados apoiados pela Nexi, prevê divisão inicial de lucros entre os dois países, mas concede aos EUA uma fatia de 90% após o Japão recuperar seu aporte. O desenho do programa tem sido criticado por dar a Trump poder final sobre a escolha dos projetos, que já incluem usinas nucleares e a gás avaliadas em até US$ 109 bilhões (aproximadamente R$ 549,36 bilhões).Kobayashi estima que os bancos japoneses ainda investirão entre ¥ 5 trilhões (cerca de R$ 170 bilhões) e ¥ 10 trilhões (mais de R$ 340 bilhões), mas considera improvável que o ritmo seja mantido indefinidamente.
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Investimento japonês nos EUA expõe risco à produtividade doméstica, alerta executivo
05:42 17.06.2026 (atualizado: 07:26 17.06.2026) Um experiente executivo japonês alertou que Tóquio não pode sustentar indefinidamente os US$ 550 bilhões prometidos para infraestrutura nos EUA, enquanto a produtividade doméstica segue estagnada e o investimento interno permanece fraco.
O presidente do think tank Japan Productivity Center, Yoshimitsu Kobayashi, alertou à mídia britânica para o
ritmo crescente dos investimentos japoneses nos Estados Unidos, classificando-os como
potencialmente "infinitos", em um momento em que a produtividade doméstica segue em queda.
A crítica surge enquanto empresas japonesas ampliam sua presença no mercado norte-americano, apesar da estagnação interna.
O alerta ocorre após Tóquio aprovar um fundo de US$ 550 bilhões (cerca de R$ 2,772 trilhões) para financiar infraestrutura nos EUA, criado sob pressão do governo de Donald Trump para evitar tarifas punitivas. Kobayashi questiona se o Japão pode sustentar esse nível de investimento externo enquanto reduz aportes essenciais para revitalizar sua economia.
Em
entrevista a um jornal europeu especializado em economia, o executivo afirmou que o país "
não teve escolha" diante das ameaças de Washington, mas reconheceu que o
fundo também atende ao interesse das empresas japonesas em expandir operações nos EUA, como demonstrado pela compra da US Steel pela Nippon Steel por US$ 15 bilhões (mais de R$ 75,6 bilhões).
Kobayashi tornou-se uma das primeiras figuras de destaque a
questionar publicamente a viabilidade do fundo e seus impactos sobre o
investimento interno, tema central para o governo japonês. A administração da primeira-ministra Sanae Takaichi estabeleceu a meta de elevar a produtividade do trabalho em 15% em cinco anos, mas enfrenta um cenário de baixa renovação econômica desde a crise de 2008.
O think tank japonês aponta que o fraco investimento doméstico, somado ao envelhecimento populacional, tem limitado a capacidade de modernização das empresas, o que intensificou dúvidas sobre a possibilidade de conciliar ambições externas e a necessidade urgente de fortalecer a economia interna.
O fundo, operado pelo Banco Japonês para Cooperação Internacional e por bancos privados apoiados pela Nexi, prevê divisão inicial de lucros entre os dois países, mas
concede aos EUA uma fatia de 90% após o Japão recuperar seu aporte. O desenho do
programa tem sido criticado por dar a Trump poder final sobre a escolha dos projetos, que já incluem usinas nucleares e a gás avaliadas em até US$ 109 bilhões (aproximadamente R$ 549,36 bilhões).
Kobayashi estima que os bancos japoneses
ainda investirão entre ¥ 5 trilhões (cerca de R$ 170 bilhões) e ¥ 10 trilhões (mais de R$ 340 bilhões), mas
considera improvável que o ritmo seja mantido indefinidamente.
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