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PGR defende depoimento de Flávio Bolsonaro à PF em investigação por calúnia contra Lula
PGR defende depoimento de Flávio Bolsonaro à PF em investigação por calúnia contra Lula
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu nesta segunda-feira (6) que a Polícia Federal (PF) colha o depoimento do senador e pré-candidato à Presidência... 06.07.2026, Sputnik Brasil
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No parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a oitiva do parlamentar ainda é necessária, principalmente porque a legislação prevê a possibilidade de retratação, medida que pode afastar eventual responsabilização penal."Remanesce a necessidade de oitiva do senhor Flávio Nantes Bolsonaro, medida de especial relevância, sobretudo em razão da possibilidade de retratação, capaz de isentar o investigado de pena", escreveu Gonet. Após a diligência, a PGR solicitou que o processo retorne ao órgão para nova manifestação sobre o relatório conclusivo da investigação.No mês passado, a Polícia Federal concluiu que Flávio Bolsonaro atribuiu falsamente a Lula a prática de crimes, configurando, em tese, o delito de calúnia previsto no Código Penal. Ao encerrar a investigação, a corporação encaminhou o caso ao STF para as providências cabíveis.Segundo a PF, a publicação feita pelo senador na rede social X, em janeiro deste ano, insinuou que o chefe do Executivo brasileiro seria delatado por envolvimento em crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e ditaduras e fraude eleitoral. Na mesma data, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi sequestrado e levado para os Estados Unidos pelo governo dos EUA. "Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…", publicou Flávio na época, com um print de uma notícia da captura de Maduro.A investigação foi aberta em abril deste ano por decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, após pedido da Polícia Federal com parecer favorável da PGR.Concluída a fase de investigação, caberá agora à PGR decidir se apresentará denúncia contra o senador ou se solicitará o arquivamento do caso.
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PGR defende depoimento de Flávio Bolsonaro à PF em investigação por calúnia contra Lula
16:05 06.07.2026 (atualizado: 16:12 06.07.2026) A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu nesta segunda-feira (6) que a Polícia Federal (PF) colha o depoimento do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no inquérito que apura a suposta prática do crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No
parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República,
Paulo Gonet, afirmou que a oitiva do parlamentar ainda é necessária, principalmente porque a legislação prevê a possibilidade de retratação,
medida que pode afastar eventual responsabilização penal.
"Remanesce a necessidade de oitiva do senhor Flávio Nantes Bolsonaro, medida de especial relevância, sobretudo em razão da possibilidade de retratação, capaz de isentar o investigado de pena", escreveu Gonet. Após a diligência, a PGR solicitou que o processo retorne ao órgão para nova manifestação sobre o relatório conclusivo da investigação.
No mês passado, a Polícia Federal concluiu que Flávio Bolsonaro
atribuiu falsamente a Lula a prática de crimes, configurando, em tese, o delito de calúnia previsto no Código Penal. Ao encerrar a investigação, a
corporação encaminhou o caso ao STF para as providências cabíveis.
Segundo a PF, a publicação feita pelo senador na rede social X, em janeiro deste ano, insinuou que o chefe do Executivo brasileiro seria delatado por envolvimento em crimes como
tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas e ditaduras e fraude eleitoral.
Na mesma data, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi
sequestrado e levado para os Estados Unidos pelo governo dos EUA. "Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…", publicou Flávio na época, com um print de uma notícia da
captura de Maduro.
"Tendo em vista o teor da postagem associando a imagem do presidente Lula ao do presidente Nicolás Maduro, que havia acabado de ser preso sob acusação de envolvimento com o tráfico de drogas, fica claro que o senador afirma que a delação seria feita por Maduro e que os crimes atribuídos ao presidente da República são os listados na sequência da publicação", registrou a Polícia Federal em seu relatório.
A investigação foi aberta em abril deste ano por decisão do
ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, após pedido da Polícia Federal com
parecer favorável da PGR.
Concluída a fase de investigação, caberá agora à PGR decidir se apresentará denúncia contra o senador ou se solicitará o arquivamento do caso.
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