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Caiado e Zema usam caso Master para reforçar discurso anticorrupção
Caiado e Zema usam caso Master para reforçar discurso anticorrupção
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Presidenciáveis da direita participaram de evento em Brasília nesta quarta-feira. 08.07.2026, Sputnik Brasil
2026-07-08T14:42-0300
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O caso envolvendo o Banco Master entrou no centro do debate entre os pré-candidatos da direita à Presidência da República durante a apresentação da "Agenda dos Presidenciáveis 2026", promovida nesta quarta-feira (8) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em Brasília (DF).Em seus discursos, os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, negaram qualquer relação com o episódio e aproveitaram para reforçar seus discursos de combate à corrupção e de defesa da ética na administração pública.Caiado fez questão de afastar seu nome das investigações. O ex-governador de Goiás afirmou que sua atuação na vida pública sempre foi pautada pela transparência, e que pretende levar esse histórico para a disputa presidencial de 2026.Zema considerou haver uma diferença entre sua gestão em Minas e práticas adotadas por outros governos. O ex-governador ressaltou que nenhuma irregularidade foi encontrada em sua administração. "Muitos presidentes cederam a pressões corporativas, eu não", afirmou.Ao comentar o caso Master, Zema voltou a direcionar ataques ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do banco falido, atualmente preso. O pré-candidato declarou que, embora Vorcaro seja de Minas Gerais, jamais manteve qualquer contato com ele. "O banqueiro bandido mora lá, mas jamais me encontrei com ele, e ele jamais pediu uma audiência a mim. Assombração sabe para quem aparecer."O ex-governador mineiro também retomou críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente ao ministro Gilmar Mendes. Zema afirmou que responde a um processo movido pelo magistrado e mencionou mais uma vez que o ministro teria viajado numa aeronave ligada a Daniel Vorcaro. Em tom crítico, declarou que "outro país do mundo teria expulsado esses ministros há muito tempo".Ambos também aproveitaram o encontro para apresentar suas propostas para o país. Caiado defendeu uma agenda voltada ao fortalecimento da competitividade brasileira, afirmou que o Brasil precisa avançar na regulamentação da inteligência artificial e na exploração dos minerais críticos e queixou-se da "perda de protagonismo internacional do país". Também voltou a atacar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, comentando que a gestão do petista é marcada pelo "populismo irresponsável", e criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmando que sua postura diante do novo tarifaço dos Estados Unidos foi "inaceitável".Já Zema voltou a defender uma plataforma baseada em três eixos, que chamou de "choques": moral e ético; de contenção dos gastos públicos; e de fortalecimento da segurança pública. O ex-governador também criticou os juros elevados, o sistema tributário brasileiro e a política externa do governo Lula, e defendeu uma aproximação maior do Brasil com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo ele, o país precisa recuperar credibilidade internacional e criar um ambiente mais favorável aos investimentos privados."O Brasil se distanciou do Ocidente, e somos um país ocidental, cristão", disse, ao pôr em xeque os ataques de Lula ao sistema dólar. "O tarifaço tem muito a ver com as posições do governo, de se aproximar de Cuba, Irã e Venezuela. Precisamos estar inseridos no mundo todo."
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Caiado e Zema usam caso Master para reforçar discurso anticorrupção
14:42 08.07.2026 (atualizado: 15:20 08.07.2026) Presidenciáveis da direita participaram de evento em Brasília nesta quarta-feira.
O caso envolvendo o Banco Master entrou no centro do debate entre os pré-candidatos da direita à Presidência da República durante a apresentação da "Agenda dos Presidenciáveis 2026", promovida nesta quarta-feira (8) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em Brasília (DF).
Em seus discursos, os ex-governadores
Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, e
Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais,
negaram qualquer relação com o episódio e aproveitaram para
reforçar seus discursos de combate à corrupção e de defesa da ética na administração pública.
Caiado fez questão de afastar seu nome das investigações. O ex-governador de Goiás afirmou que sua atuação na vida pública sempre foi pautada pela transparência, e que pretende levar esse histórico para a disputa presidencial de 2026.
Zema considerou haver uma diferença entre sua gestão em Minas e práticas adotadas por outros governos. O ex-governador ressaltou que nenhuma irregularidade foi encontrada em sua administração. "Muitos presidentes cederam a pressões corporativas, eu não", afirmou.
Ao comentar o
caso Master, Zema voltou a direcionar ataques ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do banco falido, atualmente preso. O pré-candidato declarou que,
embora Vorcaro seja de Minas Gerais, jamais manteve qualquer contato com ele. "O banqueiro bandido mora lá, mas jamais me encontrei com ele, e ele jamais pediu uma audiência a mim. Assombração sabe para quem aparecer."
O ex-governador mineiro também
retomou críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente ao
ministro Gilmar Mendes. Zema afirmou que responde a um processo movido pelo magistrado e mencionou mais uma vez que
o ministro teria viajado numa aeronave ligada a Daniel Vorcaro. Em tom crítico, declarou que "outro país do mundo teria expulsado esses ministros há muito tempo".
Ambos também aproveitaram o encontro para apresentar suas propostas para o país. Caiado defendeu uma agenda voltada ao
fortalecimento da competitividade brasileira, afirmou que o Brasil precisa avançar na
regulamentação da inteligência artificial e na
exploração dos minerais críticos e queixou-se da
"perda de protagonismo internacional do país". Também voltou a atacar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, comentando que a gestão do petista é marcada pelo "populismo irresponsável", e criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmando que
sua postura diante do novo tarifaço dos Estados Unidos foi "inaceitável".
Caiado também deu um recado claro aos empresários presentes no evento: "Se vocês, empresários, votarem no Flávio Bolsonaro, estarão elegendo o Lula".
Já Zema voltou a defender uma plataforma baseada em
três eixos, que chamou de "choques": moral e ético; de
contenção dos gastos públicos; e de fortalecimento da segurança pública. O ex-governador também criticou os juros elevados, o sistema tributário brasileiro e a política externa do governo Lula, e defendeu uma aproximação maior do Brasil com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo ele,
o país precisa recuperar credibilidade internacional e
criar um ambiente mais favorável aos investimentos privados.
"O Brasil se distanciou do Ocidente, e somos um país ocidental, cristão", disse, ao pôr em xeque os ataques de Lula ao sistema dólar. "O tarifaço tem muito a ver com as posições do governo, de se aproximar de Cuba, Irã e Venezuela. Precisamos estar inseridos no mundo todo."
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