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Mistério químico em Titã e Plutão intriga cientistas após detecção inédita do JWST (IMAGENS)

© Foto / NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Southwest Research InstituteMontanhas majestosas, planícies congeladas e névoas de Plutão. Apenas 15 minutos após sua maior aproximação de Plutão, em 14 de julho de 2015, a sonda New Horizons da NASA olhou para trás, em direção ao Sol, e capturou esta imagem do pôr do sol, mostrando as montanhas acidentadas e geladas e as planícies de gelo que se estendem até o horizonte de Plutão
Montanhas majestosas, planícies congeladas e névoas de Plutão. Apenas 15 minutos após sua maior aproximação de Plutão, em 14 de julho de 2015, a sonda New Horizons da NASA olhou para trás, em direção ao Sol, e capturou esta imagem do pôr do sol, mostrando as montanhas acidentadas e geladas e as planícies de gelo que se estendem até o horizonte de Plutão - Sputnik Brasil, 1920, 08.07.2026
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O telescópio especial James Webb (JWST) detectou em Titã e Plutão uma mesma assinatura química inédita, um sinal de absorção que não corresponde a nenhuma molécula conhecida e que pode revelar processos orgânicos ainda não compreendidos em mundos frios ricos em nitrogênio e metano, desafiando os modelos atuais da química do Sistema Solar.
Uma equipe liderada por Bruno Bézard, do Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica (CNRS, na sigla em francês), relatou que Titã e Plutão exibem uma mesma assinatura química inédita detectada pelo telescópio espacial James Webb, revelando um mistério que os cientistas desconheciam existir.
Ambos os mundos, ricos em nitrogênio e hidrocarbonetos, possuem atmosferas onde a luz solar desencadeia reações complexas, mas agora apresentam um sinal espectral que não corresponde a nenhuma molécula conhecida.
© Foto / NASA/JHU APL/SwRIUma nova imagem em close-up de uma região próxima ao equador de Plutão revela uma grande surpresa: uma cadeia de montanhas jovens que se elevam a até 3.500 metros acima da superfície do corpo gelado
Uma nova imagem em close-up de uma região próxima ao equador de Plutão revela uma grande surpresa: uma cadeia de montanhas jovens que se elevam a até 3.500 metros acima da superfície do corpo gelado - Sputnik Brasil, 1920, 08.07.2026
Uma nova imagem em close-up de uma região próxima ao equador de Plutão revela uma grande surpresa: uma cadeia de montanhas jovens que se elevam a até 3.500 metros acima da superfície do corpo gelado
O estudo explica que Titã, apesar de sua atmosfera densa e nebulosa, já teve sua superfície parcialmente revelada por missões como a Cassini, permitindo identificar lagos de metano, dunas e montanhas. No entanto, compreender sua química superficial continua sendo um desafio, justamente porque a lua é considerada um laboratório natural para investigar processos pré‑bióticos que ocorrem sem a presença de vida.
Ao analisar novos espectros infravermelhos obtidos pelo JWST, os pesquisadores encontraram uma linha de absorção que não pôde ser atribuída a nenhum composto catalogado. A característica apareceu em dois instrumentos diferentes, reduzindo a possibilidade de erro instrumental e sugerindo a presença de uma molécula ou material ainda não identificado na superfície de Titã.
© Foto / NASA/JPL-Caltech/Univ. Arizona/Univ. IdahoEste mosaico de cores no infravermelho próximo, obtido pela sonda Cassini da NASA, mostra o reflexo do Sol nos mares polares do norte de Titã. Embora a Cassini já tenha capturado imagens separadas dos mares polares e do reflexo do Sol neles, esta é a primeira vez que ambos são vistos juntos na mesma imagem
Este mosaico de cores no infravermelho próximo, obtido pela sonda Cassini da NASA, mostra o reflexo do Sol nos mares polares do norte de Titã. Embora a Cassini já tenha capturado imagens separadas dos mares polares e do reflexo do Sol neles, esta é a primeira vez que ambos são vistos juntos na mesma imagem - Sputnik Brasil, 1920, 08.07.2026
Este mosaico de cores no infravermelho próximo, obtido pela sonda Cassini da NASA, mostra o reflexo do Sol nos mares polares do norte de Titã. Embora a Cassini já tenha capturado imagens separadas dos mares polares e do reflexo do Sol neles, esta é a primeira vez que ambos são vistos juntos na mesma imagem
A surpresa aumentou quando observações independentes de Plutão revelaram a mesma assinatura, porém mais intensa. Embora ambos os corpos compartilhem química baseada em nitrogênio e metano, suas condições físicas — temperatura, pressão e geologia — são drasticamente distintas. Mesmo assim, exibem o mesmo padrão espectral misterioso, indicando um fenômeno comum a mundos frios e ricos em hidrocarbonetos.
Os cientistas compararam o sinal com dezenas de substâncias conhecidas, incluindo benzeno, propadieno, ceteno e acetileno, mas nenhuma coincidiu de forma convincente. O estudo sugere que o responsável pode ser um composto conhecido que se comporta de maneira incomum em ambientes extremos, ou uma substância ainda não catalogada, possivelmente modificada por misturas ou estruturas físicas específicas.
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A equipe afirma que o fato de o sinal surgir na superfície, e não na atmosfera, reforça sua importância para a compreensão da química orgânica em ambientes gelados, e que para mapeamento do fenômeno, serão necessárias observações futuras, previstas para meados da década de 2030.
Por enquanto, o enigma permanece aberto. A descoberta indica que o Sistema Solar pode abrigar formas sutis de química ainda pouco compreendidas, reveladas apenas quando instrumentos como o JWST conseguem enxergar além das névoas e do gelo de mundos distantes.
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