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Planeta rosa com nuvens salgadas intriga astrônomos e revela limites dos modelos atuais (IMAGENS)
Planeta rosa com nuvens salgadas intriga astrônomos e revela limites dos modelos atuais (IMAGENS)
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Um mundo rosado, frio e quase invisível aos telescópios terrestres revelou sua natureza exótica graças ao JWST. Pela primeira vez, os cientistas estão diante... 29.06.2026, Sputnik Brasil
2026-06-29T12:45-0300
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Mundos extremamente exóticos sempre alimentaram a imaginação científica, mas alguns são tão frios e escuros que permanecem praticamente invisíveis aos telescópios terrestres. É nesse território que o Telescópio Espacial James Webb (JWST, na sigla em inglês) se torna decisivo, oferecendo a sensibilidade infravermelha necessária para detectar sinais espectrais mínimos de corpos quase ocultos no breu cósmico.Entre esses objetos está GJ504b, um mundo rosado e turbulento, envolto por nuvens salgadas e uma mistura química incomum. Descoberto em 2013, ele orbita uma estrela semelhante ao Sol a uma distância colossal — mais de 40 vezes a separação entre a Terra e o Sol — e permanece envolto em debates sobre sua verdadeira natureza, oscilando entre planeta gigante e anã marrom.O novo estudo liderado por Aneesh Baburaj, da Northwestern, revela que GJ504b é o "companheiro de massa planetária" mais frio já detectado por instrumentos terrestres. Sua luz, fraca demais para observatórios no solo, tornou-se ideal para o JWST, cujo espectro revelou um objeto que não se parecia com nada já analisado.As medições atualizadas sugerem que GJ504b é cerca de 10% menor que Júpiter, mas 25 vezes mais massivo. Sua temperatura, em torno de 290 °C, indica uma idade entre 2,5 bilhões e 4,5 bilhões de anos — comparável à do Sistema Solar, reforçando a ideia de que se trata de um corpo antigo e evoluído.Ao tentar reconstruir suas propriedades atmosféricas, os cientistas encontraram uma anomalia térmica que só pôde ser explicada ao incluir nuvens salgadas nos modelos. Simulações com diferentes tipos de nuvens mostraram que compostos como cloreto de potássio ou sulfeto de zinco poderiam atenuar assinaturas moleculares profundas, tornando o espectro fisicamente plausível.Além das nuvens, o JWST detectou uma mistura química agressiva, contendo água, monóxido de carbono, metano, amônia e sulfeto de hidrogênio circulando na névoa rosada. Essa composição reforça o caráter extremo do objeto e amplia o catálogo de atmosferas exóticas já observadas.O perfil de elementos pesados de GJ504b, enriquecido em carbono, oxigênio e possivelmente enxofre, lembra o de Júpiter e sugere que o objeto pode ter se formado como um planeta em um disco protoestelar, e não como uma estrela fracassada. Essa pista abre novas possibilidades para entender a origem de corpos massivos e frios.Com isso, o estudo marca um avanço importante no uso do JWST para desvendar mundos quase invisíveis. É também a primeira vez que nuvens de sal se mostram essenciais para explicar o espectro de um objeto, um lembrete de que atmosferas exóticas exigem modelos igualmente ousados.
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astronomia, astrofísica, ciência e tecnologia, sociedade, sol, júpiter, sistema solar, exoplanetas, exploração do espaço, pesquisa, descoberta, estudo, james webb, telescópio
Planeta rosa com nuvens salgadas intriga astrônomos e revela limites dos modelos atuais (IMAGENS)
Um mundo rosado, frio e quase invisível aos telescópios terrestres revelou sua natureza exótica graças ao JWST. Pela primeira vez, os cientistas estão diante de um planeta envolto por nuvens salgadas e uma química turbulenta, um dos objetos mais intrigantes já analisados que desafia os modelos da astrofísica.
Mundos extremamente exóticos sempre alimentaram a imaginação científica, mas alguns são
tão frios e escuros que permanecem praticamente invisíveis aos telescópios terrestres. É nesse território que o Telescópio Espacial James Webb (JWST, na sigla em inglês) se torna decisivo, oferecendo a sensibilidade infravermelha necessária para
detectar sinais espectrais mínimos de corpos quase ocultos no breu cósmico.
Entre esses objetos está GJ504b, um mundo rosado e turbulento, envolto por nuvens salgadas e uma mistura química incomum. Descoberto em 2013, ele
orbita uma estrela semelhante ao Sol a uma distância colossal — mais de 40 vezes a separação entre a Terra e o Sol — e permanece envolto em debates sobre sua verdadeira natureza, oscilando entre
planeta gigante e anã marrom.
O novo
estudo liderado por Aneesh Baburaj, da Northwestern, revela que GJ504b é o
"companheiro de massa planetária" mais frio já detectado por instrumentos terrestres. Sua luz, fraca demais para observatórios no solo, tornou-se ideal para o JWST, cujo espectro revelou um objeto que não se parecia com nada já analisado.
As medições atualizadas sugerem que
GJ504b é cerca de 10% menor que Júpiter, mas 25 vezes mais massivo. Sua temperatura, em torno de 290 °C, indica uma idade entre 2,5 bilhões e 4,5 bilhões de anos —
comparável à do Sistema Solar, reforçando a ideia de que se trata de um corpo antigo e evoluído.
Ao tentar reconstruir suas propriedades atmosféricas, os cientistas encontraram uma anomalia térmica que
só pôde ser explicada ao incluir nuvens salgadas nos modelos. Simulações com diferentes tipos de nuvens mostraram que compostos como cloreto de potássio ou sulfeto de zinco poderiam atenuar
assinaturas moleculares profundas, tornando o espectro fisicamente plausível.
Além das nuvens, o JWST detectou uma mistura química agressiva, contendo
água, monóxido de carbono, metano, amônia e sulfeto de hidrogênio circulando na névoa rosada. Essa composição reforça o caráter extremo do objeto e amplia o catálogo de
atmosferas exóticas já observadas.
O perfil de elementos pesados de GJ504b, enriquecido em carbono, oxigênio e possivelmente enxofre,
lembra o de Júpiter e sugere que o objeto pode ter se formado como um planeta em um disco protoestelar, e
não como uma estrela fracassada. Essa pista abre novas possibilidades para entender a origem de corpos massivos e frios.
Com isso, o estudo marca um avanço importante no uso do JWST para desvendar mundos quase invisíveis. É também a primeira vez que nuvens de sal se mostram essenciais para explicar o espectro de um objeto, um lembrete de que atmosferas exóticas exigem modelos igualmente ousados.
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