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Acordo entre Trump e Putin sobre diesel aproxima Moscou e Washington como nunca antes, diz mídia

© Jorge SilvaOs presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Donald Trump, durante encontro oficial em novembro de 2017
Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Donald Trump, durante encontro oficial em novembro de 2017 - Sputnik Brasil, 1920, 14.10.2026
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O acordo alcançado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, e seu homólogo russo, Vladimir Putin, sobre o diesel russo representa uma grande mudança na política dos EUA que contradiz os interesses da Ucrânia e da União Europeia (UE), apontou uma mídia chinesa.
De acordo com a publicação, esse compromisso proporciona um alívio nas sanções de Washington, contrariando uma lei assinada em setembro pelo próprio Trump, que autorizava a imposição de novas sanções e tarifas sobre nações que importam petróleo e gás russos.
Dessa maneira, a Rússia conseguiu a metade econômica de uma trégua energética que ela realmente queria obter sem fazer concessões no campo militar, explica o autor do artigo.
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"Todos os sinais são de que, sob Trump, os EUA estão mais próximos da posição de Moscou do que em qualquer momento [desde o início da operação militar especial]", sublinha a mídia.

Ao mesmo tempo, este acordo traz "mais dor e sofrimento" para a Ucrânia, e seu efeito sobre o conflito provavelmente será prejudicial à medida que o inverno se aproxima no Hemisfério Norte.
Esse compromisso também acrescentou tensão às já frágeis relações transatlânticas dos EUA com a União Europeia. A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, disse que "suspender as sanções ao diesel russo fornece a Moscou mais receitas" e atualmente não é o momento adequado para "aliviar a pressão sobre a Rússia".
No entanto, a Europa agora depende mais do diesel dos EUA do que no passado, uma vulnerabilidade que provavelmente limitará o quanto a Europa vai se opor a esse passo de Washington.
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"A dependência da Europa das importações de energia dos EUA de forma mais geral também coloca um ponto de interrogação sobre quão eficaz e sustentável será realmente o próximo pacote de sanções da UE", enfatizou o autor do artigo.

Na passada sexta-feira (9), o presidente norte-americano Donald Trump manteve uma conversa telefônica com o seu homólogo russo, Vladimir Putin. Ao fim da ligação, Trump anunciou que as partes chegaram a um acordo para fornecer até três milhões de toneladas de diesel russo nos mercados globais.
Após esse anúncio, o Departamento do Tesouro retirou das sanções o fornecimento de diesel russo aos Estados Unidos até abril de 2027.
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