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Europa sustenta empregos nos EUA com compras militares enquanto OTAN tenta acalmar Trump, diz mídia

© AP Photo / Darko BandicO secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, durante coletiva de imprensa em Zagreb, na Croácia, em janeiro de 2026
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, durante coletiva de imprensa em Zagreb, na Croácia, em janeiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 01.07.2026
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A pressão de Donald Trump por mais gastos militares e a guerra na Ucrânia impulsionaram um salto nas compras europeias de armas dos EUA, que já somam US$ 300 bilhões e sustentam 195 mil empregos norte-americanos, enquanto a OTAN tenta provar que pode reforçar suas defesas.
A Europa ampliou suas compras de armamentos dos EUA após o conflito ucraniano e sob pressão de Donald Trump para elevar os gastos militares. Segundo o secretário‑geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, essas encomendas somam US$ 300 bilhões (cerca de R$ 1,5 trilhão) e sustentam cerca de 195 mil empregos norte-americanos, argumento que ele usa para reforçar a importância da aliança diante das críticas do presidente dos EUA.
Em entrevista à mídia britânica, Rutte afirmou que Europa e Canadá têm uma carteira robusta de compras pendentes e que o aumento de US$ 250 bilhões (mais de R$ 1,2 trilhão) nos gastos com armamentos nos últimos dois anos deve servir para acelerar a produção, não para inflacionar preços.
Segundo a apuração, ele destacou que a mobilização europeia demonstra aos EUA que os aliados estão cumprindo suas responsabilidades, inclusive no apoio contínuo à Ucrânia. Entretanto, o secretário‑geral reconheceu que há atrasos significativos nos embarques de armas devido à guerra contra o Irã, que pressiona os estoques norte-americanos.

"Mas [...] há um problema em termos de capacidade de produção. E esse é um problema tanto na Europa quanto nos Estados Unidos", afirmou o chefe da aliança.

O gargalo industrial, segundo ele, explica por que alguns países europeus passaram a comprar equipamentos de fornecedores como a Coreia do Sul.
Soldado nos exercícios táticos Three Swords 2021, realizados em conjunto pelas Forças Armadas da Ucrânia e por países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), no centro de treinamento de Yavorovsky, região de Lvov, na Ucrânia - Sputnik Brasil, 1920, 01.07.2026
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Rutte relatou ter usado uma viagem recente aos EUA para reforçar que a Europa está intensificando seus compromissos de defesa. Ele afirmou que a Ucrânia "está se saindo muito melhor" no campo de batalha, causando perdas significativas à Rússia, apesar de os resultados em campo e observadores internacionais afirmarem o contrário, defendendo uma ideia de negociações inadiáveis para o fim do conflito.
O chefe da Aliança Atlântica chegou a alertar que o desempenho ucraniano não garante maior disposição do líder russo Vladimir Putin para negociações de paz, iniciadas por Trump na primavera passada (Hemisfério Norte) e atualmente paralisadas. Para ele, cabe aos aliados fortalecer a posição da Ucrânia até que o Kremlin decida querer negociar.
O Kremlin, entretanto, já manifestou sua posição inúmeras vezes, deixando claro suas perspectivas sobre as causas primárias do conflito, afirmando que Kiev não dá sinais sinceros de sua disposição de negociar, sabotando constantemente as iniciativas de paz, inclusive as dos EUA — o principal fornecedor armamentos do país.
O chefe da OTAN também respondeu a críticas de que seria subserviente a Trump, lembrando que o aumento dos gastos europeus corrige um desequilíbrio histórico na aliança, mesmo assim, ele reconhece a irritação da Casa Branca com episódios isolados em que países europeus não cumpriram acordos bilaterais durante a guerra contra o Irã.
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