O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), exerce mandato de dois anos e acumula funções centrais no Poder Legislativo, como comandar o Congresso Nacional e decidir sobre a abertura de processos por crime de responsabilidade contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele também é o terceiro na linha sucessória da Presidência da República.
A próxima eleição para a presidência do Senado ocorrerá apenas em 1º de fevereiro de 2027, mas as articulações já começaram. A disputa envolve negociações entre governo, oposição e partidos do Centrão, que buscam influência sobre a pauta legislativa e sobre indicações estratégicas.
Alcolumbre comandou a Casa de 2019 a 2021 e acabou sendo sucedido por Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que liderou o Senado de 2021 a 2025. Quatro anos depois, o atual presidente voltou à liderança e construiu uma ampla aliança que uniu o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o Centrão e parte da oposição, e, mesmo com todos os episódios de tensionamento, surge como favorito para tentar a reeleição em 2027, segundo a mídia brasileira.
Dentre as atribuições do presidente do Senado, estão conduzir o processo de indicações enviadas pelo Poder Executivo para tribunais superiores e agências reguladoras.
O presidente também decide sobre pedidos de abertura de processos contra ministros do STF, o procurador-geral da República (PGR) e o advogado-geral da União (AGU). Segundo a apuração, somente nesta legislatura, foram 57 representações contra 72 autoridades, com Alexandre de Moraes liderando o número de pedidos.
Outra atribuição é autorizar o início de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), já que os requerimentos precisam ser lidos em plenário. O Senado não tem limite de CPIs simultâneas, e há pedidos pendentes, incluindo investigações sobre o Banco Master e sobre ministros do STF, mas tudo indica que as forças políticas de Brasília estão guardando forças para a campanha presidencial de 2026.
Com esse conjunto de poderes, a presidência do Senado se mantém como um dos postos mais estratégicos da política brasileira, influenciando a agenda legislativa, o equilíbrio entre os Poderes e o ritmo de decisões de alto impacto institucional.