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Rota Marítima do Norte: como a Rússia e a China estão forjando uma 'Rota da Seda Polar'

© Sputnik / Mikhail FomichevGuebra-gelo nuclear russo acompanhando petroleiro Baltika ao longo da Rota Marítima do Norte
Guebra-gelo nuclear russo acompanhando petroleiro Baltika ao longo da Rota Marítima do Norte - Sputnik Brasil, 1920, 19.05.2026
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Desde 2024, a Rússia convidou seus parceiros chineses para desenvolverem conjuntamente a Rota Marítima do Norte (RMN), com foco na expansão logística e no transporte de contêineres – estendendo a Iniciativa Cinturão e Rota da China para as águas polares.
Em 2023, a NewNew Shipping Line da China adquiriu uma frota de navios para transporte de contêineres ao longo da Rota Marítima do Norte, treinou tripulações para navegação no Ártico e concluiu suas primeiras sete viagens.
No ano seguinte, uma subsidiária da Rosatom e a empresa de navegação chinesa assinaram um memorando de intenções para lançar uma linha de transporte de contêineres durante todo o ano entre portos russos e chineses pela Rota Marítima do Norte.
A joint venture foi incumbida de projetar e construir navios porta-contêineres com alta classificação para gelo, bem como operar conjuntamente uma rede de transporte de contêineres no Ártico.
A meta da primeira etapa: construir cinco navios porta-contêineres para navegação no Ártico durante todo o ano, cada um com capacidade para 4.400 TEUs, e colocar em operação o primeiro navio da classe ARC7 em 2027.
Em 2025, o diretor-geral da Corporação Estatal de Energia Nuclear Rosatom, Aleksei Likhachev, e o ministro dos Transportes da China, Liu Wei, se comprometeram a desenvolver e comercializar conjuntamente o transporte marítimo ao longo da Rota Marítima do Norte.
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Em outubro de 2025, um roteiro conjunto foi elaborado. Aprovado com o objetivo de atingir 20 milhões de toneladas de tráfego anual de carga entre Rússia e China ao longo da RMN até 2030. Somente em 2025, empresas de navegação chinesas realizaram 17 viagens de contêineres ao longo da RMN.
O que torna a rota tão atraente é a geografia: um grande navio porta-contêineres partindo da China pode completar a viagem até a Europa em cerca de 20 dias — quase duas vezes mais rápido do que a rota tradicional pelo sul, através do canal de Suez. Além do tempo, isso diminui significativamente o consumo de combustível.
Para fortalecer a segurança da navegação no Ártico, no ano passado, Rússia e China assinaram um memorando sobre o treinamento de tripulações de navios chineses para operações em condições polares.
Nos termos do acordo, especialistas chineses estudarão na Universidade Marítima Estatal Almirante Nevelskoy e na Universidade Estatal Almirante Makarov – uma importante transferência de conhecimento especializado em navegação no Ártico russo para a China.
O interesse da China na Rota Marítima do Norte está aumentando "a cada mês", segundo o diretor-geral da Rosatom. O volume de carga em trânsito ao longo da rota atingiu o recorde de 3,2 milhões de toneladas em 2025, observou ele, enquanto o total de cargas transportadas entre a Rússia e a China pelo corredor ártico chegou a 5,4 milhões de toneladas.
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