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Estrutura gigante no espaço desafia modelo cosmológico ao revelar anel de galáxias colossal (IMAGEM)

© Foto / Universidade de Lancashire/StellariumUma representação artística de como o Grande Anel (mostrado em azul) e o Arco Gigante (mostrado em vermelho) se pareceriam no céu
Uma representação artística de como o Grande Anel (mostrado em azul) e o Arco Gigante (mostrado em vermelho) se pareceriam no céu - Sputnik Brasil, 1920, 30.06.2026
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Estrutura colossal descoberta no espaço profundo desafia o modelo cosmológico ao revelar um anel de galáxias com 1,3 bilhão de anos-luz de diâmetro, cuja origem e escala ultrapassam limites teóricos, sugerindo que nossa compreensão do Universo pode precisar ser revisada.
A descoberta de uma estrutura colossal no espaço profundo está desafiando pilares fundamentais da cosmologia moderna. Em 2024, astrônomos identificaram um anel quase perfeito de galáxias com cerca de 1,3 bilhão de anos-luz de diâmetro, uma escala tão grande que ultrapassa limites teóricos aceitos sobre o tamanho máximo de estruturas cósmicas.

O achado, batizado de Grande Anel, foi apresentado pela astrônoma Alexia Lopez e sua equipe, que analisaram luz emitida há 6,9 bilhões de anos.

O Grande Anel não se encaixa em nenhum mecanismo conhecido de formação de estruturas. Ele surge na mesma região do céu onde Lopez já havia identificado, em 2021, o Arco Gigante — outra estrutura colossal que já havia intrigado especialistas. A proximidade e a escala das duas formações tornam o enigma ainda mais profundo, sugerindo que algo essencial pode estar faltando no modelo padrão da cosmologia.
© Foto / Universidade de LancashireO Grande Anel está centrado próximo ao ponto 0 no eixo x, estendendo-se aproximadamente de -650 a +650 no eixo x (equivalente a 1,3 bilhão de anos-luz)
O Grande Anel está centrado próximo ao ponto 0 no eixo x, estendendo-se aproximadamente de -650 a +650 no eixo x (equivalente a 1,3 bilhão de anos-luz) - Sputnik Brasil, 1920, 30.06.2026
O Grande Anel está centrado próximo ao ponto 0 no eixo x, estendendo-se aproximadamente de -650 a +650 no eixo x (equivalente a 1,3 bilhão de anos-luz)
Uma hipótese inicial relaciona o anel às Oscilações Acústicas Bariônicas (BAO, na sigla em inglês), padrões circulares gigantes formados por ondas acústicas do Universo primordial. No entanto, análises detalhadas mostram que o Grande Anel não corresponde a uma BAO em função de seu tamanho, que é maior que o padrão conhecido, e sua forma se assemelha mais a uma espiral alinhada de modo a parecer um anel.
A existência dessas estruturas desafia diretamente o Princípio Cosmológico, que afirma que o Universo, em grande escala, deve ser homogêneo e isotrópico. O limite teórico para o tamanho de estruturas é de 1,2 bilhão de anos-luz — valor já ultrapassado pelo Grande Anel e muito mais ainda pelo Arco Gigante, quase três vezes maior.
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O impacto potencial para o campo de estudos é profundo. Se confirmadas como estruturas reais e não coincidências estatísticas, elas podem exigir revisões no modelo cosmológico vigente.
Alternativas já foram propostas, como a cosmologia cíclica conforme de Roger Penrose, que prevê estruturas em anel, embora o modelo também enfrente críticas. Outra possibilidade envolve cordas cósmicas, defeitos topológicos no tecido do espaço-tempo formados no início do Universo.
Apesar de teoricamente promissoras, cordas cósmicas ainda carecem de evidências observacionais robustas. A equipe de Lopez reconhece que, por enquanto, não há explicação definitiva para o Grande Anel ou o Arco Gigante. A chance de serem apenas arranjos aleatórios de galáxias existe, mas é considerada extremamente improvável devido à escala e à simetria das estruturas.
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